sábado, 15 de abril de 2017

Rua do Sertão

Por muito tempo as atuais ruas Pedro Américo e Professor Xavier Júnior - também chamada de Rua do Sertão, por ser caminho para o Sertão - foi conhecida como Rua Grande isso em virtude de sua largura, justificada pela presença de uma pequena lagoa. Em alguns mapas cartográficos do século XIX elas também aparecem com a denominação única de Rua Direita. 
A Rua do Sertão,  desde o princípio foi marcada pela construção de residências notáveis, conservando em seus traçados a influência da arquitetura colonial. Nela políticos influentes também construíram casas de moradias, sobrados e estabelecimentos comercias.





quinta-feira, 13 de abril de 2017

Parque Lima

A viagem era longa e exaustiva. Depois de animar, entreter e mobilizar uma das diversas cidades do interior do Nordeste, quilos e mais quilos de equipamentos eram desarmados e em seguida postos em caminhões que seguiam até a região mais próxima.  Movendo-se por horas a fio nas estradas esburacadas, o comboio finalmente chegava a Areia. 
Armar os brinquedos e barracas era uma atividade hercúlea, que exigia a contratação de alguns areienses. Mas o esforço não era vão, a família Lima embalada pelas lâmpadas coloridas, que iluminavam os sorrisos dos cidadãos, via aos pouco seu parque de diversão ganhando forma.  
O processo de armação do parque era acompanhada também por várias crianças, que esperavam ansiosamente pelo início das atividades do parque. Instalado na praça central, ao lado da matriz, na festa de padroeira de Areia, o Parque Lima era o atrativo que viabilizava lazer, diversões e encontros. 
A roda gigante do parque, operada por Xerefa, que era conhecido em toda cidade por ser gordinho, embalava os sonhos de muitas crianças que esperavam o ano todo pela chegada do parque de seu Lima. Parar no ponto mais alto da roda gigante enquanto as cadeiras de baixo eram desocupadas e ocupadas ao mesmo tempo, era o máximo.
 Conhecer seu Lima era uma atração a parte, todas as crianças tinham o prazer de dizer que conhecia o dono do parque. A alegria da criançada era maior quando seu Lima fazia uso de um talão de ingresso azuis, o que representava ingressos grátis, cortesias do dono do parque.  Todos os que andavam na roda gigante, no carrossel ou nas zebras viam a vida brilhar.
Todavia depois de tanta alegria ofertada aos areienses o brilho da vida pulsando no cume da serra, da movimentação, dos namoricos, do lazer eram desvanecidos com o vazio da partida do parque. O que ficava então era as lembranças dos dias vividos em torno dos brinquedos da família Lima e a expectativa que no próximo ano as sensibilidades individuais poderiam ser novamente aguçadas.

Parque ao lado da matriz de Areia 

Zebras de um dos brinquedos do parque Lima 

O rosto do homem, seu Lima, que marcou toda uma geração de areienses. 

Este requerimento comprova que o 1º Carrossel de Cavalinhos feito pelos irmãos Lima teve sua estréia, na cidade de Areia em 30 de novembro de 1937.

sábado, 8 de abril de 2017

Rodolfo Pires

Rodolfo Pires de Melo, nasceu em Areia no ano de 1860, filho de Tristão Grangeiro de Almeida e Melo e de Guilhermina Pires de Almeida. Casou-se com Ermelina Pires Coelho Lisboa e tiveram duas filhas; Julieta e Lylia. Foi jornalista, músico e ator de teatro. Exerceu diversos cargos como agente dos Correios, contador da Justiça, escrivão da delegacia, secretário da Câmara Municipal, topógrafo, redator do Jornal "A Verdade", secretário da "Emancipadora Areiense", poeta e músico. Foi também autor da letra e da música do Hino da Redenção, tocado no dia da libertação dos últimos escravos de Areia. Era primo legítimo de Pedro Américo. Faleceu muito jovem em 28 de outubro de 1892.

Fonte: Cacau Teixeira 


domingo, 26 de março de 2017

Álvaro Lopes Machado

Álvaro Lopes Machado nasceu em Areias (PB) no dia 5 de março de 1857, filho de João Lopes Machado e de Avelina Amália da Fonseca. Seu irmão João Lopes Machado foi presidente da Paraíba de 1908 a 1912. 
Ingressou no Exército em janeiro de 1876 e tornou-se alferes aluno em janeiro de 1879. Foi promovido a segundo-tenente em julho de 1880, a primeiro-tenente em julho do ano seguinte e a capitão em novembro de 1887. Com essa patente formou-se em ciências físicas e matemáticas na Escola Militar em 1888. Depois da proclamação da República (15/11/1889), tornou-se major graduado em outubro de 1890 e major efetivo em março de 
1891. 
Ingressou na política depois que o marechal Deodoro da Fonseca renunciou à presidência da República, em 23 de novembro de 1891. O vice-presidente Floriano Peixoto assumiu então a presidência e destituiu os governantes estaduais que apoiavam Deodoro. Foi o caso de Venâncio Neiva, que deixou o governo da Paraíba em 27 de novembro. Depois de um curto período no qual o estado foi governado por uma junta governativa composta pelo coronel Cláudio do Amaral Savaget, Eugênio Toscano de Brito e Joaquim Ferreira de Carvalho. Álvaro Lopes Machado assumiu o governo, em 18 de fevereiro de 1892. Sua nomeação foi influenciada por João Coelho Gonçalves Lisboa, republicano histórico e florianista. 
Ao assumir o governo do estado, fundou o Partido Republicano da Paraíba, revogou a Constituição promulgada no governo de Venâncio Neiva, reorganizou a Assembleia Legislativa estadual e aprovou uma nova Carta magna. Foi então confirmado, via eleição indireta, presidente do estado. Na sua administração, teve como aliado o vice-presidente, padre Valfredo Leal. Reformou o Liceu Paraibano, fez investimentos nos sistemas rodoviário e ferroviário, instalou linhas telegráficas e criou a Imprensa Oficial. Em 17 de maio de 1896 renunciou ao mandato para concorrer a uma vaga no Senado e foi substituído por Valfredo Leal.
Eleito senador pela Paraíba, tomou posse em 1897. Continuou sua carreira militar e em 14 de dezembro de 1900 chegou a tenente-coronel. Em 1904 renunciou ao mandato de senador, pois foi mais uma vez eleito presidente da Paraíba, sucedendo a José Peregrino de Araújo. De volta ao governo paraibano em 22 de outubro, continuou aliado do padre Valfredo Leal, novamente vice-presidente do estado. Um ano depois, em 28 de outubro de 1905, renunciou ao governo para mais uma vez concorrer ao Senado Federal, cedendo o lugar ao padre Valfredo.
Eleito, tomou posse em 1906. Em 5 de agosto de 1908 foi promovido a coronel e pouco depois reformou-se como general. No Senado, foi membro das comissões de Obras Públicas e Empresas Privilegiadas, de Finanças, e de Marinha e Guerra. Foi também professor militar e sócio benemérito do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano. Recebeu a Medalha de Ouro por serviços militares relevantes. Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 30 de janeiro de 1912, no exercício do mandato de senador.





Raimundo Helio

quinta-feira, 9 de março de 2017

Construção da "rodagem" entre Areia e Alagoa Grande

Em setembro de 1922 a Revista Illustração Brasileira, de circulação nacional, apresentava uma matéria sobre a construção da "rodagem" entre Areia e Alagoa Grande.






terça-feira, 7 de março de 2017

Coronel

Que homem (Coronel Cunha Lima) forte aquele, com sua aparência moderada, olhos semicerrados e os braços caídos. A voz era baixa e espaçada, sem uma centelha de exaltação. Essa natureza fria dissimulava a fibra terrível. Era tremendo. Tinha influência e disposição para a luta. 

José Américo de Almeida


quarta-feira, 1 de março de 2017

Barbearia Municipal

Durante a administração do prefeito Elson, foi criada a Barbearia Municipal, nela pessoas carentes e funcionários cortavam o cabelo gratuitamente. O barbeiro era seu Manoel Barbeiro.